O município de Governador Celso Ramos ocupa bela península com caprichosos recortes que formam uma costa com mais de 40 belas praias.
Banhistas dividem as águas do mar com os praticantes de esportes aquáticos como surfe, mergulho, Jet ski.
Algumas com ótima infraestrutura como a Praia de Palmas, outras completamente desertas, como Ilhéus e Sicial.
A região integra também a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, santuário de espécies raras da fauna e da flora, o que torna a região um dos melhores locais para mergulho do país e moradia de uma centena de golfinhos que alegram os passeios de barcos.
A Ilha de Anhatomirim, concorrido ponto turístico, é sede da Fortaleza de Santa Cruz que completa o conjunto de fortes portugueses na Ilha de Santa Catarina.
Outro tesouro turístico de Governador Celso Ramos é o seu passado.
A vila de pescadores foi sede do maior e mais importante núcleo baleeiro catarinense, a Armação da Piedade.
O local – hoje disputado pelos turistas – era ponto de partida de escravos e arpoadores que se arriscavam em precárias embarcações na incerta missão de capturar as baleias Franca que atualmente procriam e amamentam seus filhotes tranquilamente em águas catarinenses protegidas por leis ambientais.
Cerca de 100 mil turistas por ano visitam Governador Celso Ramos.
Emancipado aos 6 de novembro de 1963, com o nome Ganchos, antigo porto pesqueiro citado por Arcipreste Paiva em 1868, e que consta pela vez primeira em 1776, em mapa português, como “Ganxos”, a atual Governador Celso Ramos foi ocupada por grupos caçadores-coletores há cinco mil anos.
Entre os anos 750 e 1.300 d.C., a região foi tomada pelos indígenas Itararé (Jê), sucedidos pelos Guarani que viviam em duas importantes aldeias: Reritiba e Piracoara.
Com a criação da Capitania de Santa Catarina (1738), um povoamento vicentista proveniente de São Vicente, Cananéia e São Francisco do Sul, indígenas e africanos erigem capela consagrada a Nossa Senhora da Piedade (1738-1745) no maior empreendimento fabril do Sul brasileiro (1738 a 1778), a Armação Grande das Baleias, doravante Armação da Piedade, diante da Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim (1738) – tombada pelo patrimônio nacional (1938).
Com a chegada de colonos portugueses, açorianos e madeirenses (1748 a 1756) é fundada a Freguesia de São Miguel da Terra Firme (1752), nas imediações da Armação da Piedade, que passa a receber colonos portugueses continentais da Ericeira (1820) e germânicos e belgas (1847).
Com a chegada de colonos portugueses, açorianos e madeirenses (1748 a 1756) é fundada a Freguesia de São Miguel da Terra Firme (1752), nas imediações da Armação da Piedade, que passa a receber colonos portugueses continentais da Ericeira (1820) e germânicos e belgas (1847).
Quando da criação do Distrito de Paz (1861), Ganchos contava com 698 habitantes.
A bibliografia local dá conta que o nome Ganchos está relacionado ao formato das meias-luas que recortam a península, mas a denominação pode estar relacionada aos navegadores catalães das primeiras expedições no século XVI, derivando assim dos dois grandes ganchos que formam a Baía de Tijucas.
A Baía de São Sebastião dos Tijucais ou de Tijucas, é denominada de Baía dos Dois Ganchos pelo mineralista inglês John Mawe (1806), reafirmado em mapa português (1808).
O gentílico de quem nasce ou mora na cidade é gancheiro. O “gancheiro” era a alcunha arpoador de baleias, que maneja a fateixa/gancho.
Com a economia ainda alicerçada na Pesca, a cidade também se abre ao Turismo.
O Município possui duas unidades de conservação, a Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, e a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo.










